
silêncio, ó silêncio.
corrói meu espírito, me transforma!
Tão poderoso quanto o próprio berro desesperado
De meu ser agora desolado
Tão inspirador assim como as palavras de profetas
contadas pela nova geração
o som que ecoa no vazio de minha alma
apenas mais um sino
Trago em mim apenas uma marca de prisão
Que cabe apenas a mim e meu destino
a inclusão de novos títulos valentes e bestiais
Pois sob a luz de minha lareira, tão clara e celestial
Também reside a poeira escura e o negro desejo
Para com todos os homens
preenchemos as lacunas do tempo
Ainda sim, não contentes
Destruimos toda a herança deixada
Cultivando apenas o que não é de valor
Silenciosa noite, aqui estou uma vez mais.
Deveremos brindar algum dia o final?
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