segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Pureza bestial

Sonhos tragados e igualmente desfeitos como fumaça

Abrimos o caminho, restituindo a velha ordem mundial.

Tempos atrás deuses dançavam sob a terra desabitada

Discutindo planos para a nova era

Sendo isto, a mais de mil séculos planejado.


Dentro de uma esfera assim como numa jaula

Uma vida embalada em doce melodia

A primeira besta deveria enfim acordar

De um longo sono, agora é tempo.

Finalmente sentira a pureza que no ar se propagava

E então sentira que há muito tempo fora abandonado por seu criador

Tempos terríveis

Em lamentos seguiu

Besta: Como deverei seguir?

Onde está seu pai? Pensando numa resolução para o nada, continuar vagando é senão sua única resposta?

Besta: toda vida meu senhor!

Voltando ao tempo em que fui agraciado pelo milagre da vida, poderosamente com o primeiro suspiro também fui amaldiçoado com a incerteza de minha insignificante existência.

É preferível a morte, pois enfadonhos são os dias e obscuras são as longas noites.

Há muito tempo me pergunto se ainda podes me ouvir meu pai, porque abandonaste a tua fera em criação?

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