segunda-feira, 18 de abril de 2011

Sobre os ombros do gigante

Sempre estive aqui, tão só!
Todos os dias enquanto riam de minha estupidez, tramando contra meu espírito.
Procurando por respostas que nunca encontraria neste mundo, preso a tantas mentiras.
A fantasia de seu mundo foi a ruina do meu
Continuo olhando pela janela enquanto milhares passam dia após dia
Através deste vasto horizonte imaginei uma grande linha vermelha
Mantenho minha fé nestas palavras, e enquanto meus dias desaparecem.
Posso sentir o mesmo medo de outrora.
Ainda existe algo para falar

Muito antes de você, estive aqui! E ainda assim fui considerado intruso
Tido como a besta que atormenta as inverdades de seu mundo
Por não conter nenhuma beleza fui autuado como o destruidor de sonhos
E mais uma vez estive só, mas posso sentir:
Todos estão mortos, apodrecidos demais para entender.
Ouvir os gritos de silencio que ecoam neste corredor
E a quem pretender enganar se não a si mesmos? A clareza de minhas palavras me tornou mais forte.
Continuo sobre os ombros do gigante, para me tornar o deus do vazio.
Segurando minhas armas o que acontecerá comigo?

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