quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A caça, o caçador.

Visões vindas do mar, O fim de uma vida.



Posso sentir a morte em meu encalço, já não posso fugir.
Este momento sempre foi esperado
Cruéis propostas para sobreviver neste mundo
Para onde ir?
Dê-me um nome e eu lhe darei uma questão
Vagando pelas estradas de um coração, Apenas o caminho da dor
Como eu deveria lidar com esta situação? se quanto mais penso, mais me conformo
Vivendo em sonhos pareço estar vivo?
O que eu posso ver além das sombras? Quantas foram as questões apresentadas por mim
Nos últimos momentos de minha alegria?

Ó, sinta os céus em chamas
Ó, veja a morte em seu esplendor
tudo será envolvido no seu manto negro

Envolvido em desagradáveis embates, eu falo com anjos.
Eles não podem me ouvir
Eu não deveria me importar. Eles jamais me estenderam suas mãos
Não houve consolo em minha vida, não nasceram canções de paz
Há quem eu deveria dar o valor de minha vida?
E para que?
Perdendo todo o tempo com pequenas orações
E para quem?
Olho para o céu, enquanto ouço o som de águas tocando levemente as margens
Ninguém realmente se importara com a morte de mais um espelho destas águas


Esteja comigo ó vento da bonança, leve-me para longe.
Reconstrua a última memória desta terra
Transformando ódio em paz.
Pois dos céus foi trazido a guerra, miséria e discórdia
Toda a dor jamais será apagada
E se me fosse dado um último minuto para falar
Continuaria calado
inspiro, sinto a batida de meu coração uma vez mais
Fecho os olhos lentamente para observar o fim deste dia.
Recolho meus sentimentos, guardo-os em uma caixa dentro de mim
Desta vez Eu não preciso ir de encontro ao mar.


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"A Caça, o caçador". É uma narrativa que conta a história de um sobrevivente das guerras que em seu país tiveram início, ao decorrer desta o personagem passará a contar em suas próprias palavras o horror e desapego pelo sua raça.


Fim.

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