Morrendo atráves da luz, Acordando para a escuridão.
O tolo homem... solitário, desamparado
como uma concha vazia segue seu caminho
até os últimos dias de sua existência
Acordando para a escuridão
desejo agora o arder da chama mortal e então desaparecer
dado por morto, após um cruel embate contra alguns como eu
sei que como estou sempre só, nesta terra envenenada
lutei furiosamente para provar meu valor, mas e agora?
se somente como um peso, uma maldição fui eu visto
como poderei contornar esta situação?
se todos os meus pensamentos são vagos e irreais
Perante o pôr-do-sol canto uma pequena canção de ninar
para lembrar de coisas que um dia valeram a pena
por algum momento distante invejo a sorte de poucos
que ainda continuam a viver
É difícil aceitar que o combate teve um fim
e perante as sombras tive de cair
através de meus sonhos ouvi uma voz calma
acolhendo meu espírito, tomando toda a minha dor
Terra, A mãe de meus pecados, liberta-me deste sofrimento!
Entrego a ti todo meu espírito enquanto observo os fogos oriundos dos céus
sons da guerra, canções para a morte
Não há dor, nem desespero
Avante pela escuridão, acorde.
ó, o céu está aceso... Chamas recobrem meu corpo
ó, o céu está caindo, o céu está caindo.
Não me pareceu assim tão triste mergulhar uma vez mais na senda da escuridão
Pois não há nenhuma razão para sentir o tempo desaparecer
.
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"A Caça, o caçador". É uma narrativa que conta a história de um sobrevivente das guerras que em seu país tiveram início, ao decorrer desta o personagem passará a contar em suas próprias palavras o horror e desapego pelo sua raça.
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