domingo, 18 de outubro de 2009

o entoar do hino dos tolos

observando os bons tempos desaparecerem
homens mortos vão alem de sua sepultura
a sempre um espaço entre uma agradavel tarde e uma noite de chuva mortal
ha sempre um motivo para que eles continuem a vaguem por ai
clamando por justiça eles carregam o seu legado
em uma tarde tão fria

nenhum que pudesse me explicar o que é o bem e o que é o mal
indiferentes me deixaram, esqueçeram-me e assim foi a minha inocência destruida
como eu pudera imaginar
não há nenhuma cruz de fogo para expulsar um demônio que não existe
não existe nenhuma mão de ferro para condenar os feitos dos homens que não tem fé
nós caimos todos os dias, de metro em metro até desaparecer neste poço solitario

vi meus sonhos acorrentados e assim o meu mundo caiu
caiu como o mundo dos homens
eu voltei para o nada


mas aqui no fim de todas as coisas para mim eu não pretendo definir e nem julgar
mesmo quando os sentimentos tomam forma e me dizem para onde ir
eu deverei ficar parado, e meu desejo pairando sobre mentes alheias
eu me tornei aquilo que sempre desejei e em um mundo como este eu não deverei existir
jamais

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