segunda-feira, 19 de outubro de 2009

melodia para a chuva

todas as vezes que eu me deito neste telhado
eu me lembro de como tudo o que fizemos foi surpreendente
não existia nenhum limite para isso, fariamos tudo juntos
por mais um ano novo, e mais outro e outro... até o final
assim nós juramos sempre estarmos juntos

todas as nuvens agora se tornaram negras e começa a chover
dentro de mim, eu não posso mais tentar explicar o que eu senti
quando duas palavras foram pronunciadas eu deixei de existir
quem diria que nós um dia estariamos tão distantes
em mares e horizontes totalmente diferentes eu achei que vocês
não desejariam voar solitariamente

doces palavras, doces sonhos todos entrelaçados pela areia
que atrapalhava a nossa visão naqueles tempos
agora percebo que a mesma areia que nos turvava a visão
nos ajudava a vencer as batalhas juntos
sinto como se a areia fosse o nosso diamante e amuleto de sorte
mas agora se foi e com o seu desaparecimento tudo tomou um rumo diferente

todas aquelas nuvens negras pairam sobre mim e a minha visão já não está turva pela areia
mas pela chuva de sangue, escorrendo e sempre marcando vidas
aquilo que nós juramos e construimos foi levado
e nós não tivemos tempo de uma despedida com fogos de artifício ou grande festa

memórias e memórias dos bons tempos, e nostalgia
é o que sobra, e todas as vezes que eu me deito neste telhado eu vejo uma estrela
na verdade, eu vejo varias estrelas que representam cada um de nós
e então durmo e sonho, como se estivessemos juntos mais uma vez
seria uma grande festa
uma melodia para a chuva concerteza nós fariamos

e o que eu posso dizer agora é apenas
adeus
e talvez boa sorte

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