segunda-feira, 13 de abril de 2009

morrer

abriram as cortinas de uma imensidão qualquer
oh! quantos dias eu terei de esperar?
as vozes que almejam me levar para um outro lado
a dias não me deixam nem ao menos pestenejar


a um barco logo alí, e um oceano de puro desespero
ah! quantos dos que boiam nestas aguas pensaram em mudar?
o que se espera de homens enfadados com seus dias?
o quão feliz seriam estes aqui afogados se estivessem vivos?


Cada parte de uma parte que me dizem ser igual
eu desvendo, e me surpreendo, com tantas pregações sobre o mal
eles estavam aqui quando nós partimos, por aquele oceano
eles não estão mais aqui, agora que voltamos

partimos para um novo mundo, em busca de cura para todos
mas o que todos nós sabemos é que nem em nossa busca
encontramos qualquer paz
esperamos, e esperamos, um longo tempo atrás.

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