alma, para onde foste?
em qual ruina foi despojar seu desagrado por mim?
eu estive desatento, desanparado, desfeito de mim mesmo.
tão triste, e
ah, em qual esquina caiste, minh'alma?
qual bebida tomaste para esqueçer sua dor?
porque teima em passear neste parque já sem cor?
porque teima em brincar em espaços em branco?
quebrada, arrasada, estraçalhada foste outra vez
a mendigar um pedaço de pão, já seco e sujo
uma vez mais, lhe vejo numa rua de tristeza
com sua sacola de pertences vazia
apresenta-se triste, muito triste
com sua roupa surrada e dores em todo o seu ser
apresenta-se dentro de mim como se fosse dor
esperando que eu faça algo, para mudar
eu não mudo, tu não mudas
somos assim, eu e você
alma cansada, alma ferida.
silêncio o sono da morte já vem.
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