memórias que cercam nossos caminhos
memórias que transbordam o rio de nossas mentes
desaguando no infinito e obscuro oceano
em Setembro escrevi muitas canções sobre memórias
todos os antigos amigos e antigos amores
companheiros dos velhos homens
escorrendo pelas nossas janelas no infinito do vazio
grandes amigos e memórias infindáveis
eu guardo muitas dessas pequenas recordações
em caixas negras e sem detalhes
preservo minhas melodias para o final dos dias
enquanto vemos o dia morrendo
também desaparecemos
antigos homens, velhos amigos
eu os vi lutando contra o sono da eternidade
quantos foram os dias até completarmos esta idade?
como poderíamos descrever a morte?
apenas as memórias nos salvam destes últimos suspiros
antigos homens e velhos amigos, fugindo da morte sobre a penumbra
isso poderá ocorrer em qualquer um destes dias
eu continuo a imaginar o quão interessante
foram os nossos antigos dias
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