sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

lamentação.

De onde virão as palavras de conforto
quando o seu espírito jaz derrotado
caído sobre a sarjeta
qual é o canto entoado para aqueles
que nada tem a defender?
de onde vem toda a segurança
que os tolos carregam em seu coração?
ao norte ou leste, tudo se perdeu.
Eu jamais voltei a pensar no antigo e formoso
em dias de esperança e paz
tudo se esvaiu de uma forma inexplicável
a casa do espírito se foi
a casa do espírito se foi


como poderei eu levantar minha cabeça diante de meus antepassados
Não fui eu o homem que viveu nestas horas tão obscuras?
sem nenhuma vitória ou derrota para ser contada pelas gerações
ou relembrada por grandes amigos?
o que sobra ao homem quando o vazio o corrompe?
e se minhas perguntas tivessem alguma resposta
seria eu merecedor de uma segunda chance?
ao longo do caminho ao longo da vida
a cada passo um novo tropeço, uma queda
onde está a minha honra? guardada em meu coração?
vendida como escrava dos tempos de destruição?
a espera de mil anos agora se vai
e mais um coração cai sob sua própria desgraça

e sobre a montanha da morte eu me deito
perguntando sobre tudo o que fiz
e no fim de todas as coisas descubro:
que de nada fui útil, e enquanto estive aqui
jamais tive o poder para mudar o destino dos tolos
segui o caminho que leva apenas a perdida ilusão
nunca esperei por isso.
nunca.

a música se foi, a verdade se foi, a esperança se foi.
a vida se foi.




http://www.youtube.com/watch?v=d9DwwsQyBd0&feature=related

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