sábado, 30 de janeiro de 2010

estradas solitárias

ecoando em minha mente como uma velho grito
a memória mais viva de meu tempo
um rio de cristal com folhas de ouro em seu leito
quebrando melodias com a sua pureza
um momento tão doce
eu me lembro

nada tem um fim quando a estrada a trilhar
tem a mesma conta de anos que o tempo
memórias roubadas de outros corações
entre flores e mortes
anjos compram sua passagem de saída de seu paraíso
e eu ouço suas palavras ecoando no ar
neste céu, nesta terra, onde a chuva termina por ligar


nós vivemos em um tempo obscuro
e mais obscuro será o seu caminho se continuar a esperar
entre o sol e as sombras da noite
solitário ou acompanhado os caminhos serão os mesmos
em sonhos e sonhos você poderá entender
que em estradas sem luzes é que devemos caminhar.

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