terça-feira, 15 de setembro de 2009

shades of revolution


flores desabrocham neste começo de primavera, flores regadas com sangue inocente que completam-se com o passar do tempo, que esperam para nascer com mais força e então... fazem aquilo que lhes é ordenado desde a sua criação. e isto é... FAZER UMA PESSSOA SORRIR...ou trai-la com a dor que o espinho carrega... por milhares de séculos eu poderei caminhar por este vasto mundo, e por milhares de dias tentarei encontrar qualquer e todo sentido para o meu próprio caminhar, eles fugiram quando a dor estava a chegar, eles negaram o seu nome, o seu sangue e o seu verdadeiro sonho, trasformando a rosa palida em uma rosa ensanguentada, a rosa da traição.. todos eles são assim, todos estes que desapareceram sem lutar, jurando a vingança e apodreçendo por dentro, tentando com todo o poder de sua vida esquecer e sobreviver assim, do jeito que mais fácil, de um jeito onde não haja a dor da morte, ou o risco que em qualquer outra promessa existiria.. A tempos a esperança se esvai deste mundo, a tempos que o tempo se tornou ausente e o mundo seguiu sem perguntar se nós estavamos satisfeitos com o que ele preparará, sonhamos com o céu, imaginamos os passos leves sobre nuvens de puro algodão, mas vivemos em um inferno onde os lagos de fogo não são assim tão poderosos, e toda a dor é consumida pelo coração humano, o ódio, a tristeza, e o pior de todos O VAZIO Compra-se a alegria, doa-se a tristeza, mas não se pode fazer nada diante do vazio que ecoará dentro de mim e de vocÊ, em uma noite obscura procuramos entender o porque de tudo estar assim, o porque de não sentirmos nada, nem tristeza, nem alegria, nem ódio, nem condolecencias sobre nossos companheiros ou inimigos, nós verdadeiramente estamos perdidos, e nossos sonhos afundados estão em todo o desespero que se pode imaginar... e quando o sino tocar você não ouvirá, eu mesmo não estarei para ouvir, os sinos que indicam o fim de tudo, o fim de uma mente que não confiou sua existencia em um ideal e perdeu o seu real valor o azar de estar vivo, o azar de estar a morrer sem motivo nem uma razão plausivel... estar entre o nada, e ser incerto até o fim de de seus dias... as lembranças pairam sobre nós, as lembranças caem como grandes gotas de chuva que ecoam e ecoaram no poço da justiça silênciosa, a justiça dos homens que cada vez mais se esconde e teme seus futuros dias, dias negros, e o prelúdio disto para o mundo o vento carregará e entre corpos inertes se fará a obra da guerra, e então... tudo desvanecerá, assim como já se foi, o mundo se fará entendedor de seu próprio destino... e em pó cairá o mais forte.

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