eu me encontrei em uma rua escura, era dia mas estava escuro dentro de mim! os olhares desviavam a atenção sobre mim, sobre o que eu vestia, sobre como meu corpo estava fadado aos dias obscuros, eles não poderiam entender, ao mesmo tempo em que o vento tocava suavemente o meu rosto, o frio daquela tarde cortava a minha alma, e fazia com o que a areia desaparecesse perante a minha presença, era apenas um dia comum para a maioria das pessoas que estavam do lado de fora, mas para mim, para o que existia dentro de mim, não!
O meu monstro acordará disposto a destruir e ferir meus sentidos e ideais, e assim se fez o dia, sem me encostar para pedir qualquer socorro, eu segui, algumas milhas, algumas vidas, alguns sentimentos escondidos, teriam por final, um final! eu não estava preparado para tudo o que poderia imaginar, e então, sentei-me em um grande campo, um campo que me traz memórias frescas a frente, um tempo em que eu não precisava esconder este monstro, tempo em que ele sequer havia despertado, o reinado estaria começando depois de alguns anos...
O playground estava vazio para mim, o que eu via eram apenas sombras de crianças felizes, eu observava, cantavam canções de felicidade e prosperidade, que nem assim fizeram efeito para mim, o único som que eu ouviria alguns minutos após isto seria o de morte, o desejo, o que me parecia tão perfeito, foi quebrado, as mentiras do mundo não criaram este, mas o enfraqueceram.
Não tente concertar aquilo que já foi quebrado, isto só causará mais dor, foi o que pensei, pobre pensamento, pobre homem, miseravel que contentou-se com apenas algumas migalhas deixando um demônio poderoso encontrar o caminho de sua mente, agora, dividida, não há como voltar!
Não obtive a sorte de observar a chuva, nem senti-la, mas pude deitar sobre aquela grama maçia, como sempre fiz, e olhar para o céu, não estava azul, e sim cinza, o mesmo cinza de meu coração, o mesmo cinza que o cigarro traria após ser tragado, tudo carregado pelo vento, e uma porta entre-aberta entre a vida e a morte, a areia não esteve presente e isso me deixou triste, o playground se tornou apenas um cemitério e o que via desta vez?
varias almas correndo e se chocando entre os mais perigosos problemas, crianças que choravam por dentro e sorriam por fora, como se fosse algum tipo de brincadeira, eles não dormiriam jamais, estavam destinados a viver o ontem, e sofrer pelo dia de hoje!
e o que o meu destino me guardava? algumas pétalas de flores cairam sobre o meu corpo, o inverno mesmo rigoroso, não conseguiu afetar todas as flores, algumas destas que sobreviveram, talvez estivessem contentes, e agora eu estava falando com flores?
eu devo estar louco voltar para esta casa, este quarto, este ambiente que só me traz a inquietude, eu deveria procurar o meu caminho e acordar com os primeiros raios de sol, sonhando e cantando..
mas eu estou quebrado, e não há nada que possa me reconstruir, nada!
Eles não tentaram entender a minha dor, e eu não tentei entender o motivo pelo qual me afastei, eu só existo em memórias, o meu futuro é despresivel, e o meu sonho está fincado no passado, onde uma vez, eu deixei de existir.
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