sábado, 11 de julho de 2009

ecos do silêncio, um olá a escuridão.


ecos do silêncio



metido entre carros, feito em cacos, eu sigo por esta estrada que me levará ao final de uma vida
de lamúrias, sem espaço para a felicidade em seus pequenos eixos de distração, o mundo não parou, e eu continuei no meu lugar.
todas estas ruas feitas com um vidro especial, um vidro que reflete as mensagens de meu coração
eu nunca conseguiria dormir a noite, e por razões maiores eu estaria perdido desde sempre
conversando com as flores e esperando que as vozes que pessoas não ouvem, soem bem aos meus ouvidos
todas as conversas sem palavras me parecem feitas, o meu sonho é apenas é um sonho caido
e em ecos de silêncio eu me encontro
cantando para a vazio que existe dentro de mim, esperando que o mundo esteja adormecido quando voltar para sobreviver, esperando com o que os sonhos de todos os homens se tornem realidade

em uma lua de problemas eu talvez me encontraria, se as cores deste arco-iris não estivessem destruidas, a noite eu dormiria com toda a dificuldade do mundo.
pessoas falando sobre os novos tempos em que as vozes nunca mais serão ouvidas, e eu caminhando sobre o disturbio dos ecos de um silêncio criado por um homem que carrega seu coração sobre uma arma carregada e pronta para o disparo
todas estas vozes que eu almejei ouvir agora me carregam para o final de uma vida em que tudo não foi o que realmente se esperava
eu talvez devesse dizer um olá para toda essa escuridão que me mantém vivo, ou quase isso, algumas lembranças deveriam ter sido apagadas ao passar dos dias, e não há nada que eu possa fazer para ajudar a minha própria vida.
e não há nenhuma luz neste corredor mortifero, apenas dor, e dor extraida de uma nova arvore de problemas, como uma seringa introduzida em seu corpo, trazendo enfim o sofrimento final..
como um câncer que evolui em um espaço de tempo, como palavras perdidas no ar...
apenas o eco do silêncio.

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