não existem ondas para carregarem estes navios.
não existem luzes dentro deste tunel, não!
toda e qualquer forma de vida aqui é destruida sem mais explicações
aquele que criou também destruiu, sem explicações para nós, meros vermes.
não há mais nada aqui que possa nos alegrar
todas as ondas desapareceram quando o criador desejou também ser capaz de morrer
ah, não há nada a pensar quanto a este problema, não, não!
Toda a paisagem deste mundo, em segundos torna-se cinza
e todas as vozes deste lugar, também resolveram se calar
neste navio onde a vida deu lugar a morte, navio onde os tripulantes morrem a cada pôr-do-sol
não há canto ou regozijo, num lugar onde a esperança também se calou diante de força maior
todos os seus momentos felizes, foram sugados, destruidos, abatidos, pela tristeza
de um mundo sujo
crianças na escuridão de uma nova era, carregam os corpos remanescentes assim como fizeram seus antepassados
Folhas caem neste outono, caem também as almas corroidas pelo tempo
a fechadura da porta chamada vida, está enferrujada, não abrirá jamais
entre novos suspiros alguns levantam-se, para cair alguns centimetros adiante
estão todos perdidos, onde a glória foi carregada, corações quebrados pelo mal de um mundo
mas mesmo assim, os mais velhos deste mundo, ainda carregam a chama que aquece o coração dos mais
jovens, carregam a honra que em outrora valia mais que qualquer vida.
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