terça-feira, 2 de junho de 2009

O canto da solidão


Olá solidão, hoje é segunda, outra vez
eu procurei nestes dias passados um novo motivo para sobreviver
neste mundo estranho, que ao invés de nos fazer sorrir
só nos faz sofrer
todos as pessoas caminhando na rua, me parecem estatuas sem nomes
todos as músicas de revolução me parecem cantos de ninar bebês
e toda a solidão em meu coração, me destruiu
num eco de um grito de socorro, tudo desapareceu
e nós estamos aqui mais uma vez, esperando algo.

o som da chuva em minha janela, o relógio que dá as leis
é hora de acordar, o que eu vejo é a mesma coisa de sempre
todas estas pessoas correndo da chuva e tentando adiantar as horas
de suas vidas
num eco de um grito de socorro, eles desaparecem
e eu me encontro aqui, neste quarto vendo toda a humanidade passear
eu estou aqui esperando por algo


eu espero que canção da liberdade algum dia seja entoada entre nós
os que sempre estiveram perdidos em um mundo escuro
encontrem um caminho de paz, um caminho de luz
num eco de um grito de socorro, nós desaparecemos
estamos aqui mais uma vez, apenas esperando.

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