só peço a vocÊ que leia com o coração, e que sinta o que eu senti ao escrever este conto, que para mim, é uma vida vivida de uma forma diferente das outras.
leia e tire disto o seu melhor!
MEU ÚLTIMO INVERNO
1990.
Era um domingo com clima triste, como em todas as tardes de inverno pessoas constumavam ficar em suas casas do que enfrentarem a ventania que cortava a alma de qualquer ser.
Naquela tarde o frio resolvera castigar a quem estivesse com vontade em sair pelas ruas para passear ou mesmo fazer qualquer coisa.
era nesta mesma tarde que uma dor assolava o peito de um jovem cidadão da cidade de manhatan, esta dor circulava pelo ser corpo, massacrando sua alma, fazendo com que os ganidos ou gêmidos fossem ouvidos a distancia. havia uma diferença entre este jovem e os demais, originalmente solitario, dizia-se vivo pois a vida assim quis, caso contrario, estaria caido em qualquer calçada da cidade.
Nesta tarde, a dor tomara conta de seu corpo, ao ponto de faze-lo sair para caminhar, mesmo sabendo da temperatura, que no auge apontava a cidade como a mais frigida daquela época.
dificilmente se via qualquer alma viva perambulando pela cidade, em plenos oito graus negativos, em um frio que a alma era congelada:
Ali estava o garoto, com sua dor um pouco mais amenizada, com o vento cortando seu rosto já palido, seu corpo tremulo porém, sentia-se bem, estava vivo, talvez aquilo era o que importava a ele naquele momento, sempre esteve só pela cidade, para ele, sempre esteve hapto a sentir dor, e quem naquele lugar diria o contrario? certamente nunca teve motivos para falar com outras pessoas além dos companheiros escolares, não precisava esperar nada demais daqueles que não entendiam o porque de ser tão calado .
carregava um nome, pois assim foi escolhido em seu nascimento:
-Jhon o'brien
Capitulo 1 - Inicio.
Se a dor acarretada pela perca de um amor é forte o bastante para derrubar o mais forte dos homens, qual seria a consequecia de quem viveu todos os anos em solidão total?
jhon, o'brien, ou como qualquer outro o chamasse, não viera de uma linhagem de familia reconhecida na sociedade, seu avô um pobre campones, vieram para a cidade em busca de trabalho e sustento para sua família que já era numerosa, em tardes mais calorosas, se é que existiam estas tardes, paul, o avô de o'brien perdia parte de seu tempo a contar histórias, deliciosas histórias de decadas passadas com muita dureza e pesar, mas como nem tudo era tristeza, Paul contava a o'brien sobre seus amores na juventude, e de como era popular entre os jovens de sua época.
era normal o joven o'brien ficar calado enquanto ouvia a história do velho que sabia que o dia de partir estava para chegar!
certo dia, jhon tomado por uma curiosidade que nunca fora vista,assaltou seu avô, com uma pergunta:
- vô, o senhor por acaso teme a morte?
Ao invés de entrar em desespero, agonia ou expressar qualquer indignação pela pergunta do neto, o velho pôs-se a responder com a maior seriedade do mundo.
- todos tememos a morte, todos, ao simples sinal da mesma, o desespero toma conta de nossa alma, de nossa alegria e trasforma tudo em tristeza e agonia.
- mas de certa forma eu acredito que quando alguém vai para onde não podemos ver, este, se liberta, e trasforma sua dor em uma total alegria, desaparecendo para sempre de nossos olhos, mas sempre guardado em nosso coração, todos estes que vão, carregam sonhos, metas, e dores, e se pararmos para pensar, eles estão sempre vivos, os seus sonhos não são esquecidos por aqueles que eram mais chegados, todas as lembranças vivem para sempre em nossa mente, até que você por sua vez vá, e desligue-se dos outros e assim, a vida segue, e a revolta de não saber o por que de sua existencia é esquecida e deixada para trás.
e assim será para sempre, e sempre, e sempre.
se a vida lhe der outra chance, uma nova esperança, viva, corra, grite, faça tudo que tiver que fazer antes que a morte venha, corra, e a escuridão lhe carregue para um lugar onde não podemos mais nos encontrar.
- entendo...
mas se até as flores desapareceram um dia, se até o sol irá deixar de doar seu brilho para nós, se todas as estrelas um dia se extinguiram, quem dirá a vida de um mero mortal, um simples humano que a tudo questiona e a tudo quer entender, se pudessemos nos transformariamos em robôs e viveriamos para sempre, e isto apenas para entender o porque do universo existir, o porque de você estar aqui assentado junto a mim...
...Enquanto isso a vida se transforma em morte e a morte por si só, lida com tudo o que há entre nós. meu coração, seu coração, batem para sobreviver, mas alguém dirá que se morrermos, eles não estaram batendo e implorando para que nós possamos voltar a viver mais um minuto sequer?
a dor, o sofrimento, as palavras que destroem o coração, também constroem um novo amanhã, fazendo com que você se sinta mais forte, algum dia, jhon, você vai entender o que eu lhe disse, e talvez dirá: aquele velho lobo estava meio certo sobre as verdades do mundo, mas, eu discordo de um ponto... e assim segue-se.
cada homem pensou, pensa, e pensará de uma forma diferente.
O que a morte mais inveja é a vida. e o que a vida mais teme é a morte.
capitulo 2 "O ÚLTIMO OUTONO DE MEU AVÔ"
jhon continuava caminhando pela cidade, o frio intenso fazia com que as folhas das arvores já secas, dançassem pela rua. andava sem rumo, com a dor amenizada, o frio sempre lhe fez bem, sempre trouxe memórias boas e ruins a este que caminha sem encontrar seus caminhos.
e foi em uma dessas pequenas ruetas que uma lembrança veio a sua mente, e como uma batida, o fez girar sobre si:
e a lembrança era nada mais nada menos que a de seu velho avô que seguia seu caminho agora em outro lugar, um lugar distante, que por ele foi dito impossivel de acompanhar, entre últimos agradecimentos, e últimos gracejos, uma mensagem fora dita a jhon.
- É, parece que chegou a hora jhon, vamos caminhar hoje?
que pergunta era aquela? todas as tardes eles saiam para caminhar em busca de um lugar belo que trouxesse paz ao coração de ambos, mas, o porque daquela pergunta?
mesmo sem entender, jhon aceitou afinal era sempre bom caminhar com seu avô e aprender com o mais sabio da familia.
Era uma tarde estranha, uma tarde de outono, um outono que chamava o inverno com folhas e mais folhas caidas pelo chão, já secas, arvores pareciam tristes e imploravam para que melhores tempos viessem para elas.
- Meu querido, venha comigo, preciso mostrar algo a você, agradará ambos, vamos...
jhon apenas seguiu o velhote, que já mostrava os sinais de que a morte chegava, ofegante ele andava sem parar, talvez seu tempo estivesse curto demais para qualquer parada. talvez estivesse animado a mostrar o lugar que escolhera levar o neto.
caminharam cerca de um quarto de hora, chegando ao local premeditado pelo velhote:
Olhe jhon, olhe tudo que conseguir, use seus olhos como uma câmera fotografica, e nunca se esqueça deste lugar, em seus sonhos, sempre irá se lembrar daqui.
Aquilo sem dúvida alguma fora a visão mais magnifica que o'brien avistara.
Uma alta arvore já gasta pelo tempo, com poucas folhas em seus galhos, folhas douradas que já de tão secas desfaziam-se no vento que trazia um tom nostalgico a jhon, mesmo nunca estando naquele lugar, a frente da arvore se encontrava um belo campo, eles estavam em um terreno mais alto, e podiam ver tudo que quisessem dali de cima, mesmo que o outono tenha derrubado todas as flores, restavam algumas que aguentaram firmes para desaparecerem mais tarde.
- elas aguentam firmes não é?
- hm...- jhon.
- elas aguentam todo esta transição, porque querem ver um novo amanhã, querem saber se em um outro dia alguém virá visita-las, se a chuva estará para reguar suas folhas, elas vivem porque tem vontade de viver...mesmo assim, como todas as coisas nesta terra, elas certamente morrerão, e com o tempo novas flores virão, e ficaram belas, e todos passaram desapercebidos por estas, e muitos menos lembraram das flores que antigamente estavam no lugar, talvez seja doloroso saber que um dia você será esquecido, talvez seja doloroso entender que a morte vem para isso, dar lugar a uma nova vida, a um novo ser que possa talvez trazer uma descoberta fundamental para tudo e todos, mesmo assim, mesmo sabendo que elas seram esquencidas, estas flores, acreditam que em algum lugar existe um humano, que se lembrará de todas, como as flores que floresceram e não quiseram deixar de existir, que lutaram para sobreviver, e que fizeram o possivel para que fossem sempre belas...
jhon ouvia atentamente, assim como sempre fez, mesmo que o assunto não fosse tão interessante para ele, ouvia calmamente e acatava dos conselhos os mais fortes e lucidos.
... Nós também somos assim jhon, nós sabemos que vamos morrer meu filho, todos sabemos disto, mas tentamos sempre aumentar nossa estimativa de vida... e como as flores, ao morremos, saberemos que muitos nem ao menos irão parar para ver nossa lapíde em um cemitério, nem procurarão saber se aquele que se foi, fora uma boa pessoa, se trouxera alguma descoberta para a humanidade, se fora alguém, se algum dia se apaixonou por uma bela moça ou qualquer coisa... mas também sabemos que existem alguns que se lembraram destes que se vão, como: os que naceram com o desejo de nascer, sim, o desejo de sempre estar nascendo para tudo, não morrer jamais, e por isto ficamos mais fortes a ponto de super tudo, e fazer de um dia de morte, um dia de vida..
um pássaro morto não poderá voar por estes céus, mas um pássaro machucado poderá voar, o tempo irá recuperar e curar a asa daquele que não pode voar nesta passagem de estação, e assim, segue-se para sempre a vida dos que tem desejo de viver.
O vento parara com a dança, o sol fraco e calmo estava a se por, e listras escarlates se colocavam ao céu, trazendo a todos os que olhavam um desejo de voar para o infinito.
em breves palavras, o último desejo de seu velho avô, fora dito:
-jhon, procure um caminho, procure um lugar, viva por algo ou alguém e não deixe que nada destrua sua crença, seja um bom homem assim como todos de nossa familia foram. é o meu unico desejo.
=mesmo que com mil lagrimas pudesse expressar a alegria ou a tristeza de naquele momento ouvir tais palavras, preferiu o silêncio de não ter o que falar.
e assim segue-se
um verdadeiro homem não é aquele que maltrata seus companheiros e os faz de servos para mostrar poder, o verdadeiro homem é aquele que um dia se importou com a menor criatura da terra.
homens não são feitos de força e destruição, são feitos de pureza e amor, basta encontrar em você, o amor que ainda não floreceu. Seja um bom homem, para que quando eu olhar de algum lugar do outro lado, um sorriso em minha face eu possa esboçar. seja um homem simples. e que viva sua vida sem temer! meu querido.
não disse nenhuma palavra, apenas caiu... as trevas se tornaram paz para aquele coração que já havia lutado algum tempo pela sobrevivencia, tudo se transformará em luz.uma luz mais forte que tudo o que poderia ver.
- JHON, ESSE É O NOSSO ADEUS. o amor que eu guardei a você meu filho, foi maior que o de todas as gerações, carregue este sentimento que queima como fogo em seu coração, e quando encontrar uma pessoa correta a você expresse-o, e faça valer tudo o que tenha vivido. e por favor não se esqueça deste velho que já se vai.
"AO MEU NETO, DEIXO MEU AMOR, MINHA ESPERANÇA E COMPAIXÃO...
.., os melhores presentes que eu pude encontrar que a ele sejam dados."
- não me abandone agora meu grande mentor, você foi o que eu mais quis ser em minha vida, você é o meu espelho e minha esperança. mas se este é o nosso adeus como diz, que minhas lagrimas sirvam de calice para sua dor, e que toda esta doença desapareça de seu corpo de uma vez para sempre meu verdadeiro mestre, a dor já não poderá contigo, e serás livre como as passáros que voam para o horizonte mais distante, serás mais vivo que nós humanos e que suas palavras sejam como manás para os pobres de espirito.
se este adeus é definitivo, peço de todo meu coração que não se esqueças de mim na sua morada de glória e paz. e que olhe para este pobre todos os dias com o ar de sua graça.
"se todos os campos fossem floridos os tempos não seriam os mesmos, desde já, o meu adeus definitivo"
aquele fora o dia mais triste de sua vida, definitivamente, seus dias se tornaram escuros após a data de morte de seu amado avô, e assim fora se entristecendo com tudo o que via pelas ruas, ao invés de esperança, alimentava apenas a desilusão, a dor de conviver com a solidão.
o porque da lembrança, o porque da palavras, o porque de estar andando só, mais uma vez, se o que buscava não era isto, o que era então? o que fazia sozinho caminhando pelas ruas mais uma vez.
a dor voltará a assolar seu peito cada vez mais forte, impetuosamente, deixando um rastro de destruição. o que era aquilo naquele dia, naquela hora? que sentimento ele poderia usar para descrever a dor que sentiu quando deparou-se com uma jovem que tentará atravessar a rua com muitas sacolas em suas mãos, e caixas cobrindo sua visão?
aquilo era um anjo! pensou jhon. só poderia ser um anjo, mas, anjos não iriam fazer compras, e pelo que sabia todos os superiores aos homens tinham asas em suas costas.
mesmo que se contorcendo de dor, jhon, parou um segundo para observar como era feliz, como sentia-se viva, como seu semblante era belo, belo o bastante para enfeitiçar qualquer mortal.
mas não tinha tempo, já que a dor aumentará gradualmente não adiantava para ele, ficar parado e esperar um olhar qualquer, resolveu seguir, deixando a garota para trás, talvez ela nem havia notado a presença deste que ficará a apreciar a bela visão.
resolveu seguir até o lugar em que seu avô o levará, quebrando assim a promessa que fizerá, de levar o seu neto e explicar sobre tudo que aprenderá em sua vida... seguiu só, assim como teria de ser.
caminhava sem parar, sem olhar para trás, não havia nada que pudesse faze-lo para,a não ser a dor que carregava em seu peito, mesmo o frio deixara de ser tão frio assim, o calor tomara conta de seu corpo, fazendo com que a dor fosse aumentada varias vezes, seria aquilo um sinal para jhon?
o que faria ao chegar naquele lugar? estava sozinho porque assim escolheu ser, não tinha sequer um amigo leal, não tinha a ninguém para amar, e se a jovem de ruas atrás fosse a escolhida para isso, não teria ficado para trás, o problema de jhon era este.
"vivo por mim, não há espaço para outros".
esta filosofia o levara a um caminho solitario... um caminho triste como tudo o que via nas pessoas.
Talvez se voltasse atrás para qualquer coisa feita ou não feita, poderia mudar o curso de sua vida, escolher uma outra estrada, trasformar nada em tudo, e sentir o que a vida poderia trazer a ele. não era disso que precisava para sobreviver, dor, solidão, tristeza, talvez até ância da morte... era isto que o motivava a viver. era isto que o fazia seguir por espaços em branco, sobre linhas tortas e além de tudo que poderia realmente ser, um espaço para ele, um espaço em incolor, onde só este poderia caminha, onde só este, trasformaria em algo bom ou ruim. mas preferia deixa-lo assim como era, sem nenhum objeto, sem nenhum objetivo para sí, era triste e só de tristeza poderia viver, assim pensava, "não há nada para mim".
- Do melhor sonho eu consegui retirar o pior pesadelo, e assim viverei, e assim morrerei, do pior sonho eu retirei um pesadelo ainda mais forte, e assim viverei, e assim morrerei. não preciso de mais nada além de mim e minha dor pessoal, pois no fim de tudo, eu sou meu pior e mais astuto inimigo.
e mesmo assim, consigo ser meu melhor eu, e meu amigo mais intimo, de tantas as dores, esta é a menor, deixando-me sempre desguardado.
Onde foi que errei, alías, onde foi que tudo fora criado para eu errar? qual era a minha primeira intenção, salvar, ou deixar morrer? onde eu pude crescer com toda esta frieza? eu queria meu querido sonho de volta, o meu desejo de voltar a sonhar com coisas boas, mas não há nada que possa fazer contra isso, minha face não se arca mais para um sorriso, e apesar dos apesares, é assim que devera ser?! onde fui jogado antes de estar na cova dos leões, onde eu estive para sofrer com tudo isto? nesta caminhada que me leva a lugar nenhum, só existe uma história a ser contada, a história de um "ninguém" que caminhou por estas ruas, e por estas avenidas, sem derramar lagrimas, pois desde pequeno, esqueçera como é cruel o sentimento que nos faz chorar.
não há chuva que molhe minha alma, não há fogo que queime minha carne, não há vento que me faça vivo, não há nada para mim nestes tempos, não há nada em lugar nenhum.
caminhava e pensava em tudo que fizera até o presente momento, lembrara-se que nunca havia se apaixonado, nunca criara o sentimento do amor em seu coração e mente. nunca estivera nas nuvens por isto, nem ao menos sabia o que o amor proporcionava a um coração, uma parte de sua mente sonhava com isto, a outra não importava-se, seguia, sem dar lado para a sentimental. uma guerra onde a frieza predominava.
- os números de minha agenda não são meus, nem sequer tenho uma agenda para guardar números
eu sou uma lembrança do passado, alimentado por outras lembranças, apenas.
- números são apenas números e para sempre serão, eu não desejo viver mais do que algum tempo, eu não desejo nada! dias atrás, ou tempos atrás, eu me sentiria vivo, e me odiaria por pensar tais coisas sobre a vida, mas agora, pouco me importa, o quão importante eu terei de ser para algum qualquer, pouco importa a mim, o quão forte o sentimento que as pessoas carregam é.
capitulo 3. "Um alô a solidão"
Jhon estava quase chegando ao lugar que determinara, faltavam apenas algumas quadras e a dor continuava forte o bastante para derruba-lo se não tomasse o devido cuidado sobre si poderia não chegar.
nas caminhadas que teve com seu avô, todos os dias algo de novo ele aprenderia, se caminhassem por 100 anos, por 100 anos sentiria algo novo em seu peito, da medida que sempre existiria algo para aprender, e sempre uma nova caminhada seria bem vinda, falando sozinho:
- me lembro que meu avô me ensinou algo sobre a vida, quer dizer, ele sempre me ensinava algo sobre a vida, mas... mesmo assim, é o que eu me lembro com mais facilidade...
-Um só não vive, apenas sobrevive, um só não sente, apenas copia, um só não existe, apenas insiste em tentar existir.
Jhon, meu amado neto, uma cédula de um homem não conseguirá chegar muito longe, muito mais do que já é, do que já foi, um só não será completo e não será perfeito, um coração, precisará de outro coração para aquecer a chama que chamamos de vida, e isto nunca mudará, nem para mim, nem para você, em qualquer lugar deste vasto mundo, esta lei será sempre a mesma, não há como contestar que a vida vivida por um só, não é uma vida, e sim mera ilusão, por um lado, quem vive por sí, não sofre, não é traido, não espera, e não faz esperar...
ENTRETANTO, este que vive por si, não sente o que os outros sentem, se afoga em solidão, uma solidão dolorosa, que nunca irá desaparecer, dificilmente encontrará um caminho correto para a redenção de seu corpo, o que sobra no fim é apenas o desgosto de ter vivido, de ter sofrido por sofrer... Ame a todos que puder amar, sendo eles seus amigos demonstre sua felicidade em te-los como verdadeiras pessoas, junte tudo que puder para construir uma amizade sem fim, e faça desta o seu trunfo para tudo, você será muito feliz se algum dia ver um amigo lhe dizendo que sentiu a falta deste, que partira por algum tempo mas voltará para vê-lo. estes sentimentos não mudam jhon. nunca mudarão, e é isto que move tudo o que você vive! e é isto que me fez vivo até hoje, amizade a mais pura das coisas que existem neste mundo.
- o amor, é a fenix que renasce das cinzas para mais uma vez tentar sobreviver neste mundo, é a flor que é plantada no mais alto monte e que nós para sentirmos o seu perfume, temos que escalar montanhas, desbravar florestas, dominar medos, e gritar para tudo e todos, para que assim, possamos conseguir alcançar, o amor é ainda mais forte do que o que você pensa, se existe algo que ... é mais forte que o amor, que seja dito agora para mim, e assim eu seguirei, o amor vem antes de tudo que você já sonhou, por isto, nunca diga por dizer "eu amo você", vocÊ pode ferir corações, e pode quebrar o sentindo desta palavra tão difícil de ser desferida...
Você conseguirá afastar toda a solidão de perto de você, eu acredito nisso! porque você é meu amado neto que tanto admiro. siga seu coração e as verdades do mundo serão escritas por você, e só por você... viva e consiga uma cédula a mais...em tudo que puderá fazer..meu neto!
- Porque lembrar disto agora?
...
EU simplismente não sei!
chegara no lugar, após 5 anos sem estar ali, conheçera de primeira, aquele lugar era sagrado para jhon, ali em frente, fora onde seu avô deixará de existir para sempre, tão tão longe, tão tão distante, sem ouvir uma voz qualquer, o relógio marcava 16 horas, mais algumas horas e o sol cairia deixando o seu escarlate, pensava ele, mas acordou disto, o dia estava frio, não havia sequer sinal de sol.
- não estamos no verão, acabo de me lembrar- disse isso com um feição triste, pois queria ver o por do sol, para relembrar de seu avô, que se foi a muito tempo.
enquanto caminhava, olhara de relançe para a árvore, e então...
CAPITULO 4. "ESTE É O MEU ADEUS".
E então...
uma dor muito forte abaixo de seu peito o tomara por completo, debruçou-se, para vomitar, mas diferentemente do que as pessoas pensam sobre isso, vomitara apenas sangue, sentiu seu corpo leve, muito leve, sua visão embaçada e sua mente em transição de pequenos pensamentos...
Decidiu deitar sobre a ávore que ficava a alguns metros dali, caminhou com dificuldade mas chegará ali, onde deveria estar... fixou o olhar no campo, estava tão triste e frio, que nenhuma flor sobreviverá, nenhuma pétala de flor, não havia nada ali, só o cinza dominante numa tarde fria...
olhara novamente para o céu cinza, mais uma vez olhou para o campo, e para sua supresa viu uma FLOR que resistira bravamente o inverno, e tentava sobreviver a qualquer custo..
Então aquela face cansada resolvera dar um descanso, uma lagrima caia do rosto de jhon e molhava a terra, uma lagrima pesada com todas as dores que ele já havia passado, fora a primeira vez em anos que ele chorava de verdade, como se suas lagrimas em outrora fossem feitas de ouro e proibidas de serem mostradas a alguém, ali sentado, chorava por tudo, mas lembrava-se das últimas palavras de seu avô, que havia ensinado muitas de todas as coisas que sabia, todas as sabias escritas que seu querido mentor lhe ensinara, vieram a sua cabeça, e voltavam para confrontar com suas idéias finais...
aquela flor estava ali para mostrar que as palavras de seu avô eram verdadeiras, e que nada que fora dito por ela, passaria despercebido, como se tivesse levado um golpe em seu coração, jhon apenas concordava com a cabeça baixa, resmungando para si mesmo:
- Tudo o que você me ensinou até hoje, fez sentido agora para mim, eu sinto muito meu avÔ, mesmo sabendo que o senhor fez de tudo para me ensinar a verdade sobre o mundo, eu procurei um caminho só meu, e sei que fiz de toda a resposta uma nova pergunta para meu ser, sendo assim vivi pela resposta final, todas as questões abragem a sua morte, eu queria apenas que estivesses aqui, que falasses um quarto de hora comigo. e que me ensinasse uma última lição, uma parte de mim morreu naquele dia, uma parte de mim ainda espera por você, e esta parte não quer deixar de acreditar... que nós um dia poderemos voar juntos por estes campos e sermos considerados vencedores, o que eu queria fazer era dizer o quanto eu gostava de você, e o quanto teus ensinamentos foram de grande valor para este que aqui está agora, nem se eu pudesse gritar por mil dias, e correr por todas as noites eu me sentiria satisfeito, eu só queria estar mais uma vez, me sentir mais uma vez, e cantar qualquer canção de um dia frio e calmo...
- De tudo que eu pude ensinar a você jhon, existe uma última coisa...
Já falamos sobre os pássaros, sobre as flores, sobre a vida, sobre amizade e sobretudo o que poderiamos falar, mas... existe algo que preciso mostrar a você.
nesta parte jhon mesmo contara com suas palavras:
"Eu fiz questão de segui-lo aquela última vez, eu não sabia que aquilo iria me chocar, me deixar sem palavras, me fazer estar em outro lugar,mas, eu apenas o segui...
Cantando uma canção, ele caminhava, sem olhar para trás como se fosse um desafio para a morte, que haveria de alcança-lo de uma vez por todas.
após cerca de dez dos seus últimos minutos me mostrou aquilo que queria, debaixo de um galho de arvore a alguns metros depois daquele campo onde as flores cairam, estava uma flor, mas não era qualquer flor, era a flor mais bela que eu já avistei em toda a minha vida, mas por castigo do destino, ela só carregava duas colorações, o branco e o preto.
- esta flor, para mim jhon é a flor mais bela que existe neste vasto mundo, e eu só pude encontra-la aqui, debaixo deste galho, estava ela quando caminhei por aqui a vinte e cinco anos...
fiquei pasmo, não pude conter a admiração, vinte e cinco anos, como uma flor poderia durar tanto tempo, quantos invernos está flor não suportara? como isso poderia acontecer, não existia lógico para mim!
- ela resolveu não morrer jhon, ela resolveu eterniza-se, e uma vez por ano, eu vim aqui ve-la, e todos os anos ela continuava jovem e bela, era como se eu pudesse ve-la, cada vez mais jovem, e talvez para sempre ela viva... e talvez para sempre ela esteja aqui para ser vista...
eu vejo meu avô como esta flor que vive a tanto tempo sobrevivendo a qualquer condição que o tempo impôs. eu o vejo como um mortal que se tornou imortal mesmo em meus pensamentos, eu sempre o vi assim, e sempre verei..."
- Coff...cofff...- mais sangue fugia de seu corpo,
-que horas são? - olhara no relógio, cerca de 18 horas, por duas horas ele ficara ali deitado debaixo da árvore pensando em tudo que fizera em sua vida... e as suas horas estavam acabando e seus minutos chegando a um final que ele já sabia!
talvez deveria ter levado a sério quando em um médico da cidade fora dito que ele carregava um câncer maligno, que deveria ser tratado a qualquer custo, isto fora a 1 ano, e de lá para cá a dor só aumentara...
- para mim, chegou o momento da despedida, mas de quem eu irei me despedir? não tenho nada além de mim mesmo, nem forças para caminhar até minha casa eu tenho, onde minha mãe estaria naquela hora? ela me considera um verdadeiro filho? o que eu sou e o que eu fui até agora, a não ser um monstro da escuridão para todos, eu mesmo destrui meus sentimentos mais verdadeiros, eu me desliguei de tudo e me cerquei de cinzas, porque o que eu mais queria era ser o que não pude, eu não me senti mais feliz, eu não pude fazer nada para melhorar meu jeito de viver, eu sempre fui um derrotado...
e quando ele me ensinava e eu ouvia calado, eu sentia uma força maior dentro de mim, mesmo que fossem por poucos segundos, eu a sentia em meu peito, e depois disto, tudo esvaia-se, e eu ficava só. e assim só eu fiquei...
COFF..COFFF.....
Não pude amar, não pude sorrir, não fiz amigos, não consegui sair de minha propria escuridão, o que meu avô me disse, foi em vão?! se eu tivesse sido mais forte nas decisões de minha vida talvez não estaria onde estou agora, sentindo essa tristeza e agonia inigualavel, eu só queria uma vez ser visto, ser observado, e receber qualquer elogico sobre a coisa mais banal que já fiz, só para saber que a chuva que molha o meu rosto é mesmo verdadeira e que a dor que eu sinto poderia terminar algum dia, eu só espero ter forças para continuar, algum dia em algum outro lugar... em uma outra vida talvez!
a todos os que estão vivos, a todos os que vão viver, que vão viver, espero que vejam a vida de um outro jeito que eu vi, e que encontrem a resposta para suas vidas, usando como guia a sua verdade eterna...
o meu tempo se extinguiu, quando eu rejeitei lutar contra o maior mal de minha vida, o meu próprio eu.
JHON O'BRIEN, olhava para o céu, esperando algum raio quente do sol, mas não viu nada disto, aquela tarde seria fria e seguiria assim até a outra tarde do inverno em manhatan.
olhava para o céu fixando cada ponto belo que poderia avistar... olhava tudo como se pudesse fotografar com seus olhos a mensagem que o céu tinha para dar as pessoas, que estivessem dispostas a olha-lo. Um céu cinzento, entrentando um céu que poderia mostrar uma beleza sem fim, para os que pudessem entender a verdadeira beleza...
- este é um adeus definitivo... não tenho nada a ensinar, não tenho ninguém para amar, e nada a me preocupar... eu fui apenas mais um robô que deixou de existir nesta terra!
- meu...último..in..ver..no!
aos poucos as batidas de seu coração foram ficando fracas...
TUM..TUM..tum...tum......tum...
...
o que sobrará para jhon naquela tarde fora a morte, e mesmo sabendo que ela havia seguido seus passos, não temeu, e despertou seu último desejo de sair para ver o céu mesmo que triste. decidiu fazer algo de bom em sua vida. decidiu viver uma última vez. uma vez mais...sem memórias finais.
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